Clube da Fênix: AGRADECIMENTOS »
Já pode chorar, Nanda? :~~~~~~ ♥
Nossa sessão exclusiva, dia 15 no BOX Cinemas foi um SUCESSO. 700 pessoas divididas em 2 salas, mas juntas ao mesmo tempo.
Esse sucesso não foi do nada, nem de graça e é por isso que estou aqui para agradecer a todos que nos ajudaram em nome do Clube da Fênix.
Primeiramente, obrigada a todos…
eu recebi esse vídeo por e-mail:
http://www.youtube.com/watch?v=Wq300dD-6PM
e respondi isso aqui:
XXXXXXX, tudo bem?
Não gosto de misturar a minha vida pessoal com a minha vida profissional, mas esse e-mail muito me chateou. Coisas absurdas que são ditas nesse vídeo, até sem fundamento. Ser gay não está “na moda”, está no sangue. Ninguém decide “virar” gay. Ninguém escolhe ser algo que, desde quando você é muito pequeno, é dito que é errado, não natural. O vídeo diz que na época em que o tal “mascarado” ia à escola, ele não recebeu nenhuma cartilha sobre preconceito contra os negros. Eu também não. Porque a consciência sobre a igualdade racial já estava presente nos livros paradidáticos modernos que eram passados para as crianças lerem, estava presente nos livros de biologia, quando estudávamos genética, nos livros de história, quando estudávamos a escravidão. Provavelmente, é por isso que nunca se recebeu “cartilhas” sobre o assunto. E, ainda assim, a briga do movimento negro é sofrida. Com muitos ganhos, é bem verdade, mas ainda com uma série de dificuldades.
Eu nasci assim. Desde muito cedo percebi que era homossexual, que sentia atração por outros meninos. Mas meus pais, meus tios, meus avós sempre sonharam em que eu namorasse e tivesse filhos com uma menina. Eles não sabiam o que eu, de fato, sentia, o que eu queria. E isso só fez causar um nó na minha cabeça: afinal, se eu gosto de meninos, mas o “certo” é gostar de meninas, o que eu sou então? Posso afirmar que tenho consciência de que era gay desde os meus 7, 8 anos. Só fui me aceitar aos 18. E quando falo “me aceitar” é dizer para mim mesmo: “Ok, você já leu o bastante sobre isso, já pensou o bastante sobre isso. Você é normal, Rafael. Não precisa se culpar por nada”. Decidi, então, falar com meus pais. Eles sofreram inicialmente por conta do choque. Mas, hoje, vivo absurdamente em paz – até melhor do que na minha adolescência “hetero” – com eles. A pessoa que eu sou, que ELES criaram e educaram, em nada se parecia com o estereótipo “homossexual”. Nunca fui promíscuo, nunca fui um mau aluno, nunca quis ser uma mulher. Ao contrário. Sempre estive entre os melhores da minha turma, sempre fui uma pessoa que prezava pela FAMÍLIA, e continuei me vestindo como homem. E que fique claro que não estou criticando os homossexuais que decidem se vestir como ou se assemelhar a uma mulher. A orientação sexual de cada pessoa, inclusive os heteros, tem características das mais diversas. Garanto que existem heteros que muitas vezes são julgados como gays porque gostam de se cuidar ou se vestir de certa maneira, assim como existem muitos gays que muita gente nem desconfia – esse eu posso garantir por conhecimento de causa.
Concordo com a distribuição do Kit Gay ter sido suspensa. Mas apenas concordo porque ele não chegou à população por meio de um aviso prévio, porque o conteúdo não foi liberado em sua totalidade para conhecimento nacional. Mas a iniciativa é MUITO boa, sim. Eu cresci lendo livros e escutando de professores que não era legal discriminar um colega meu por conta da cor. Mas quantas vezes eu não fiquei constrangido ou com vergonha quando diziam para mim, aos 10, 11 anos de idade, que eu era ‘veado’, ‘bicha’? Se eu não tivesse a formação familiar que eu tenho, com certeza seria uma criança problemática. O preconceito é vencido por conta da família, da educação e, principalmente, pelo auto-controle. O “Kit Gay”, que soa até pejorativo, é recheado de uma série de histórias e explicações sobre a homossexualidade. Explicações essas que muita gente que critica o programa nem conhece. Você sabia que alguns cientistas afirmam que a homossexualidade é uma questão da genética de populações e que é uma defesa das várias espécies animais (sim, não são apenas os seres humanos que podem ser homossexuais) para conter o excesso de natalidade? Provavelmente o “Mascarado Polêmico” nunca ouviu falar sobre isso. Muita gente precisou ouvir que os negros tem a mesma formação e estruturação genética que os brancos para começar a deixar de lado o preconceito. Hoje em dia isso parece absurdo, né? As pessoas precisarem de explicações científicas para abandonar um preconceito quando, na realidade, convivemos em igualdade há milênios.
O Kit Gay apenas apresentaria o homossexual e a homossexualidade como ela realmente é: normal. Uma característica a mais do ser humano, assim como a cor de pele, dos olhos, de temperamento. É normal ser HÉTERO, é normal ser HOMO. Eu cheguei a ver um dos vídeos que estariam no Kit Gay e em nenhum momento eles incitavam os espectadores a se tornarem homossexuais. Até porque, como disse lá em cima, as pessoas não se tornam tal coisa. Assim como eu, gay, não consegui “virar” hetero apesar de todos os meus esforços (como namorar meninas, por exemplo), as crianças heteros não seriam influenciadas a se tornarem gays. Elas seriam influenciadas a se aceitarem como são (independentemente da orientação sexual) e a respeitar as diferenças. O que as “crianças” (aspeadas, porque seriam para alunos a partir dos 14 anos) iriam assistir nas escolas, é que é normal ser gay, que não é legal xingar o coleguinha que tem tendências homossexuais, que duas meninas se beijando não é apenas um fetiche de “machos”, mas amor. Agora, se em casa a família pensa de outro jeito – e quer que a criança continue pensando assim – basta esta mesma família continuar educando da maneira que achar apropriada. É dever do governo manter a sociedade em plena harmonia, sem se respaldar em valores religiosos em qualquer instância, já que somos um Estado laico. É direito dos pais educar os filhos da maneira que quiserem, sem que isto afete a integridade física e moral do outro.
Quanto ao argumento “gastar dinheiro com kit gay, enquanto a merenda está faltando”, ele é o mais batido possível. E para qualquer questão polêmica que envolva verba pública. “Como pode o governo dar dinheiro para construir estádios de futebol para copa enquanto existe tanta pobreza nas ruas!”. Independentemente da liberação ou não do material, as merendas já estavam falhas, o governo já estava desviando verbas para construção de estádios com projetos de PPP. Sim, a merenda escolar é um ponto crítico que precisa ser visto com absurda urgência, até mais do que na confecção dos kits gays. Concordo. Mas um problema não anula o outro. Continuo achando que esse material vai servir pra amenizar muita coisa que os homossexuais sofrem. Eu mesmo só consegui me assumir depois de ter entrado na faculdade, por medo da reação que meus colegas de colégio poderiam ter. Mas graças à Deus – sim, acredito nele! – nenhum amigo meu mudou comigo. Ironicamente, muitos deles ficaram até mais próximos de mim. Assim como meu irmão. Assim como meus pais.
Desculpe-me se cheguei a ser grosso em algum momento do texto. Mas é muito ruim para mim ler, ver e ouvir coisas que não condizem com a realidade. É ver uma alienação nas pessoas sem precendentes. Uma alienação até perigosa. Como diria Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, “Temos respeitado todas as religiões. Não queremos destruir a família de ninguém, apenas construir a nossa”. E é esse direito que estamos pedindo ao governo. Nada além disso.
Eu gosto bastante de você. E é apenas por esta razão que eu precisava escrever essa resposta.
Abraços,
Rafael Chagas Lins
Você não precisa ficar assim. Isso é só o fim. O que realmente importa já foi feito. A gente já teve nossos momentos especiais. E é isso o que importa no fim: alguma coisa pra lembrar, ter alguma coisa pra nunca esquecer. Alguma coisa que não tem fim.”
— Ela - Apenas o fim.
apenas mais uma resposta ao @blogdogato
Caro alfabetizado,
Procurando no Google (um site mais fácil de acessar), também encontramos o mesmo significado de “analfabetismo funcional”. Podemos entender que esse tipo de problema atinge pessoas que são maiores de 15 anos e possuem escolaridade menor de quatro anos. Além disso, são também os que não desenvolvem habilidades como interpretar um texto ou fazer um simples cálculo matemático.
Para tentar esclarecer o que foi dito por você no post do dia 21 de janeiro de 2011, venho aqui, com muito prazer, apresentar uma fã do RBD (não apenas das três cidades em um dos seus textos) cujo “analfabetismo funcional” a tornou uma universitária estudante de Licenciatura em Geografia. Não sei a sua formação acadêmica, porém, creio eu que você deve ter se baseado em conceitos de grandes educadores para formar sua opinião sobre esses fãs.
Em Psicologia da Educação estudei que a habilidade de aptidão ao desenvolvimento educacional tem que começar a ser explorada desde cedo, e aprimorada durante toda a vida. Na sua opinião, “nós” - e me incluo nesse “nós”, pelo fato de também ser fã - não desenvolvemos essa habilidade, correto? Errado. Infelizmente, preciso informar que não sou um caso recessivo entre esses “analfabetos”. Conheço fãs do RBD de todo o Brasil, e de fora dele, inclusive. Em sua grande maioria, eu percebo um excelente nível educacional, e que muitos, sendo fãs, sentem a necessidade de buscarem formação em outras línguas, até. Não se restringindo apenas aoo espanhol. Dessa maneira, os fãs se tornam jovens bilíngues, trilíngues ou até poliglotas.
Lendo mais uma vez o seu post no site 45 graus, respondo as suas perguntas: espero que o futuro do nosso Brasil, que está nas mãos dos jovens citados, seja repleto de realizações. A começar por uma grande mudança em nosso país. Até porque, em parte, foram pessoas da sua geração que o deixaram chegar a esse ponto, onde vemos, principalmente, diversos escândalos políticos, e desastres naturais gerados por uma absurda falta de noção estrutural. Porém, apesar de ser “analfabeta funcional”, não vou dizer que foram todas as pessoas da sua geração. Não vou generalizar. Afinal, respeito àqueles que, ao contrário, lutaram (e continuam lutando) pela verdadeira mudança do nosso país e do nosso mundo.
Realmente não gostei da sua opinião. Espero que a escola consiga muda a vida de muitos fãs, muitas pessoas. E, para você, espero que a escola da vida abra os seus olhos e sua consciência, e que você não utilize sua digníssima alfabetização apenas para as críticas não-construtivas e sem fundamentos que você, infelizmente, vem fazendo.
Muito obrigada pela atenção.
Rídua Barreto
Vendedora, estudante de Licenciatura em Geografia, analfabeta funcional, e fã do RBD.
(O texto foi revisado por outro fã analfabeto do RBD, o estudante de Publicidade e Propaganda e assistente de marketing, Rafael Chagas)
ay, que carinho.
(via mahttyfeelings)
When Harry Potter is over forever
After the movie in bed at night:
The morning after when your mum hugs you:
One week later:
Three weeks later:
One month later:
Four months later:
Two years later:
One decade later:
Until the very end:
(Source: tonystaarks, via rahswift13)
(via mahttyfeelings)
Though we need to find the time
To just do this shit together
For it gets worse
I wanna touch you
But that just hurts”
— Amy Winehouse - Just Friends











